O flanelinha é o primo pobre da Multipark

Semana passada, fui ao Centro de Convenções e, na vã esperença de me livrar da taxa de contribuição do lucro alheio da MultiPark, fui estacionar na calçada em frente à entrada de pedestres. Desço do carro e logo chega um cidadão, com aquele clássico bigode ralo de malandro, a meter a mão no bolso até tirar um monte de papel amassado. Cata um deles e me dá: "2 real". Não havia nenhuma concorrência por aquelas vagas, um ou dois carros estacionados. Eu disse óbvio que não iria pagar coisíssima nenhuma, o cara começou a resmungar e eu decidi tirar o carro dali e colocar do outro lado da rua, um pouco mais distante.

Depois fiquei a pensar como o sujeito incorporou o espírito Multipark. Não importa se tem muito ou pouco carro estacionado, sempre cobra-se o mesmo preço. Me lembrei de Rousseu e pensei: no fundo, o flanelinha representa a essência da exploração do homem pelo homem. Como disse o francês, toda essa desgraça começou quando uma pessoal cercou uma terra e disse: "esse pedaço aqui é meu". O flanelinha, um fudido, reproduz o que ele vê por aí, e o cidadão que faz ponto na frente do centro de convenções é a expressão caricata disso, um enorme terreno que passa a maioria dos dias vazio, cercado e que cobra para estacionar. O flanelinha é primo pobre do dono da Multipark, ele sonha em ampliar os negócios, regularizar a atividade, contratar novos funcionários (como já existe no Recife Antigo) e ver sua empresa prosperar. Com algum dinheiro acumulado, vai começar a influenciar na política: apoiar um deputado que vai dar uma forcinha para ele fechar um contrato com o governo e passar a gerir algum estacionamento oficial, quem sabe até o do Centro de Convenções.
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Aécio agrediu namorada em festa, diz Juca Kfouri

Do blog do Juca Kfouri

Covardia de Aécio Neves

Aécio Neves, o governador tucano de  Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.

Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral.

A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.

Nota: Às 15h18, o blog recebeu nota da assessoria de imprensa do governo mineiro desmentindo a informação e a considerando caluniosa.

O blog a mantém inalterada.


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Teste realizado: Versão antiga do Ubuntu é mais rápida que Windows 7

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O Windows 7 (www.microsoft.com/windows7) desembarcou nas prateleiras nessa segunda feira. Amanhã, é o lançamento da nova versão do Ubuntu, a 9.10 (http://www.ubuntu-br.org/). Alguns nerds americanos pegaram uma supermáquina da Dell com quatro núcleos, 6GB de RAM e 2 HDs com 500GB cada um, e compararam a versão atual-antiga do Ubuntu 9.04 com o a novidade da Microsoft. Dá uma olhada no resultado.







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Gilmar sofre de hubris, pode ficar louco e ter um fim trágico

PAULO HENRIQUE AMORIM.  A hubris ou hybris é  conceito grego que pode ser traduzido como 'descomedimento' e que atualmente alude a uma confiança excessiva, a um orgulho exagerado, presunção, arrogância ou insolência, que termina sendo punida.

. Na Antiga Grécia, aludia a um desprezo temerário pelo outro, unido à falta de controle sobre os próprios impulsos.

. É um sentimento violento, inspirado por paixões exageradas, irracionais.

. Revela desequilíbrio, com manifestações de fúria constante.

. "Aquele a quem os deuses querem destruir, primeiro deixam-no louco" – Eurípedes

. Vítimas fatais da hubris: Agamenon, Cassandra, Creonte, Édipo, Heitor, Paris, Prometeu, Sísifo. (*)

. Na história brasileira contemporânea, vítimas da hubris são:

.  Fernando Collor (achou que, como presidente, era Deus).

. José Sarney (que resolveu ser Presidente do Senado pela terceira vez, aos 78 anos).

. José Serra (que É Deus).

. Fernando Henrique, que, ao protagonizar um filme sobre a maconha – clique aqui para ler na colona (**) de Monica Bérgamo, na Folha – demonstra que os deuses já o enlouqueceram.

. A próxima vítima fatal da hubris no Brasil deve ser o Supremo Presidente do Supremo, Ele, Gilmar Dantas (***).

. Ele é o nosso Prometeu.

. Aquele que roubou o fogo dos deuses.

. (O Conversa Afiada não utiliza aqui a expressão "coronel", chefe de capangas – como disse o corajoso Ministro Joaquim Barbosa – por uma questão de deferência aos amigos navegantes, já que nos transportamos à Antiga Grécia.)

. O nosso Prometeu exibiu, num dia, duas manifestações de sua fúria, de seu desequilíbrio.

. Primeiro, passou um pito na Justiça, porque não dá logo ganho de causa ao Estadão, numa pendência irrelevante com José Sarney.

. (Só quem acha que a liberdade de expressão está amaçada são o Estadão e o nosso Prometeu.)

. Clique aqui para ver que Gilmar Dantas (**) quer que o estadão recebe o mesmo tratamento célere que concedeu a Daniel Dantas

. Em seguida, Ele despejou violência e arrogãncia, ao sugerir que o Ministério Público peça desculpas ao país.

. (Ele tem um problema com o Ministério Público. Por que será ?)

. Clique aqui para ler no Estadão, pág. A12

. Quem é Prometeu para dizer o que o Ministério Público deva fazer ?

. Quem ele pensa que é?

. Zeus ?

. Isso vai acabar mal.

. Como castigo a Prometeu, Zeus ordenou a Hefesto acorrentá-lo ao cume do monte Cáucaso, onde todos os dias uma águia (ou corvo) ia dilacerar o seu fígado que, por ser Prometeu imortal, regenerava-se.

. Esse castigo devia durar 30.000 anos. (*)

Paulo Henrique Amorim

(*) Informações adaptadas do verbete "hubris" da Wikipedia

(**)Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(***) Veja como um notável jornalista do Globo (do Globo !) se refere a Ele

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Abrasco é contra Organizações Sociais

Do Blog do CEBES.

A Privatização da Rede Pública é Ineficiente e Injusta. A Lei das Organizações Sociais (OSs) recentemente aprovada em SP é duplamente questionável. Atualiza a velha polêmica sobre o processo de "terceirização" da gestão que acompanha a transferência de responsabilidades sanitárias para organizações privadas e filantrópicas que não necessariamente dispõem de portfólios que comprovem inequívoca superioridade em termos de eficiência administrativa e qualidade assistencial.

Leia a nota divulgada pela ABRASCO.


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Deputados favoráveis à CPI do MST receberam doações da Cutrale

Quatro deputados federais que assinaram o requerimento favorável à criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) contra o MST receberam doações da Sucocítrico Cutrale, empresa que monopoliza o mercado de laranja do Brasil e acumula denúncias na Justiça.

De acordo com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a fazenda da Cutrale ocupada neste mês por trabalhadores rurais Sem Terra em Iaras (SP), é uma área pública grilada.

Arnaldo Madeira (PSDB/SP) recebeu, em setembro de 2006, R$ 50.000,00 em doações da empresa. Carlos Henrique Focesi Sampaio, também do PSDB paulista, e Jutahy Magalhães Júnior (PSDB/BA), obtiveram cada um R$ 25.000,00 para suas respectivas campanhas. Nelson Marquezelli (PTB/SP) foi beneficiado com R$ 40.000,00 no mesmo período.

Os quatro parlamentares que votaram favoravelmente à CPI integram a lista dos 55 candidatos beneficiados pela empresa em 2006.

"O episódio do laranjal entra numa situação de confronto dos ruralistas contra o governo, contra o Incra e contra o MST. É importante ter clareza de que o caso, se houvesse acontecido em outra conjuntura, não teria a mesma repercussão como teve após o anúncio da atualização dos índices de produtividade rural", aponta João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST.

"Apesar de o censo do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrar que os assentamentos são produtivos, os ruralistas não querem discutir modelos agrícolas e colocam uma CPI para alterar o debate. O MST não tem nenhum problema em debater com a sociedade", completa.

A Cutrale possui 30 fazendas em São Paulo e Minas Gerais, totalizando 53.207 hectares. Destas, seis fazendas com 8.011 hectares são classificadas pelo Incra como improdutivas. A área grilada de Iaras nem entra na conta.

Por conta do monopólio da Cutrale no comércio de suco e da imposição dos preços, agricultores que plantam laranjas foram obrigados a destruir entre 1996 a 2006 cerca de 280 mil hectares de laranjais.

A empresa já foi processada por formação de cartel e danos ambientais, e seus donos acusados por porte ilegal de armas de fogo.

Em reportagem de 2003, uma revista denunciou que a empresa Cutrale tem subsidiária nas Ilhas Cayman, como forma de aumentar seus lucros.


FONTE:  MST
SITE: www.mst.org.br
PUBLICAÇÃO:  26/10/2009 

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Sete refrigerantes têm substância cancerígena, revela pesquisa


Enviada pela amiga navegante Sumaia Boaventura. Por FLÁVIA MANTOVANI,
da Folha de S.Paulo.
Em uma pesquisa com 24 refrigerantes, a Pro Teste --Associação Brasileira de Defesa do Consumidor-- verificou que 7 têm benzeno, substância potencialmente cancerígena. O benzeno surge da reação do ácido benzoico com a vitamina C. Como não há regra para a quantidade do composto em refrigerantes, usou-se o limite para água potável: 5 microgramas por litro.
Os casos mais preocupantes foram o da Sukita Zero, que tinha 20 microgramas, e o da Fanta Light, com 7,5 microgramas. Os outros cinco produtos estavam abaixo desse limite. São eles: Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita.
Fernanda Ribeiro, técnica da Pro Teste, diz que é difícil estudar a relação direta entre o benzeno e o câncer em humanos, mas que já se sabe que a substância tem alto potencial carcinogênico e que, se consumida regularmente, pode favorecer tumores. "Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não há limite seguro para ingestão dessa substância", diz.
A química Arline Abel Arcuri, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) e integrante da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, diz que o composto vem sendo relacionado especialmente a leucemias e, mais recentemente, também ao linfoma.
O fato de entrar em contato com o benzeno não significa necessariamente que a pessoa vá ter câncer --há organismos mais e menos suscetíveis. "Mas não somos um tubo de ensaio para saber se resistimos ou não, e não há limites seguros de tolerância. O ideal, então, é não consumir", diz Arcuri.
O benzeno está presente no ambiente, decorrente principalmente da fumaça do cigarro e da queima de combustível. Na indústria, é matéria-prima de produtos como detergente, borracha sintética e náilon.
Nesse caso, não contamina o consumidor por se transformar em outros compostos. A principal preocupação é proteger o trabalhador da indústria.
O efeito do benzeno é lento, mas, quanto maior o tempo de exposição e a quantidade do composto, maior a probabilidade de desenvolver o tumor.

Editoria de Arte/Folha Imagem



Adoçantes e corantes
A pesquisa da Pro Teste encontrou, ainda, adoçantes na versão tradicional do Grapette, não informados no rótulo. O problema é maior no caso de crianças, que devem ingerir menos adoçantes.

Foram reprovados outros seis produtos [Fanta Laranja, Fanta Laranja Light, Grapette, Grapette Diet, Sukita e Sukita Zero] que tinham os corantes amarelo crepúsculo --que, segundo estudos, favorece a hiperatividade infantil-- e amarelo tartrazina --com alto potencial alergênico. "O amarelo crepúsculo já foi proibido na Europa. E muitas crianças têm alergia a alguns alimentos e, depois, descobre-se que o problema é o amarelo tartrazina", diz Ribeiro.
Os corantes são aprovados no Brasil, mas, para a Pro Teste, as empresas deveriam substituí-los por outros que não sejam problemáticos, assim como no caso do ácido benzoico. "É um problema fácil de ser resolvido", diz Ribeiro.
Outro lado
A Coca-Cola, responsável pela Fanta, afirmou, em nota, que cumpre a lei e que os corantes de bebidas são descritos no rótulo. Afirma, ainda, que o benzeno está presente em alimentos e bebidas em níveis muito baixos.
A AmBev, que fabrica a Sukita, informou que trabalha "sob os mais rígidos padrões de qualidade e em total atendimento à legislação brasileira".
Cláudio Rodrigues, gerente-geral da Refrigerantes Pakera, que fabrica o Grapette, diz que a bebida tradicional pode ter sido contaminada por adoçantes porque as duas versões são feitas na mesma máquina. "Os tanques são lavados, mas pode ter ficado resíduo de adoçante no lote testado."

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LUIS ORLANDI - VÍDEO PALESTRA - ÉTICA EM DELEUZE

Enviado pelo amigo navegante Emerson Merhy.
Gente vale a pena abrir esses vídeos e chamo a atenção, por dica do Alexandre Henz da Unifesp Santos, do video ética em Deleuze, do Orlandi.
Para chegar vejam as várias páginas de vídeos e abram a 4. Mas tem coisa interssantissima como a da Suely Rolnik que toca o tema da arte.
Estou enviando desde a 1.
bjs
Emerson

Passem a dica adiante.

Caros,

A palestra  do Orlandi: ÉTICA EM DELEUZE  (que trouxe uma galinha para a palestra!) está disponível no link:  http://www.cpflcultura.com.br/posts/videos?page=1

A fala é maravilhosa. muito clara!

Um abraço

Alexandre

 



Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes



--
emerson elias merhy
http://www.uff.br/saudecoletiva/professores/merhy/
http://www.medicina.ufrj.br/micropolitica/

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As etapas regionais da Conferência de Comunicação começam dia 07 de novembro

A Conferência Estadual de Comunicação será nos dias 13, 14 e 15 de novembro/09. Antes da Conferência Estadual, serão realizadas as etapas regionais, conforme quadro abaixo, com datas adiadas para os dias 07 e 08 de novembro/09.

O evento começa às 08h da manhã e as inscriões serão por ordem de chegada. Cada participante deve levar uma Carta de Apresentação, assinada por entidades, insituições, sindicatos (Ong, igreja, str, associação moradores, etc).
Os números totais da tabela apresentada e enviada por e-mail da Conferencia Estadual deve ser multiplicada por 3, como no exemplo descrito abaixo (na tabela)


Etapas Regionais em preparação à Conferência Estadual de Comunicação

Data

Região

Município / Sede

Nº participantes

 

Metropolitana

Recife

Local: Auditório Capibaribe - 15º andar - Prefeitura do Recife

258 participantes

86 delegados/as

 

 

Agreste Central

Caruaru

Local: Itep - av. Dalton Santos, 319 - São Francisco

72 x 3

07/11/09 Sábado

Moxotó

Sertânia

Local: Escola de Referência Olavo Bilac

12 x 3

 

Agreste Setentrional

Santa Cruz Capibaribe

Local: Auditório Câmara Vereadores/as

36 x 3

 

Sertão Central

Salgueiro

Local: a definir

36 x 3

 

São Francisco

Petrolina

Local: Escola Francisco Simões de Lima

30 x 3

 

Mata Norte

Glória do Goitá

Local: Auditório da Prefeitura

42 x 3

 

Mata Sul

Escada

Local: Escola Mons. João Rodrigues de Carvalho (rua Antônio Ramos, s/n - Vila Operária)

51 participantes

17 delegados/as

08/11/09 Domingo

Agreste Meridional

Garanhuns

Local: Gerência Regional de Educação Agreste Meridional (pça Tavares Correia, 52 - Heliopolis)

45 x 3

 

Pajeú

Afogados da Ingazeira

Local: a definir

21 x 3

 

Araripe

Araripina

Local: a definir

21 x 3

 

Itaparica

Petrolândia

Local: Escola Municipal Drº Francisco Simões de Lima (próximo à Vaquejada)

42 x 3

 

O PT Estadual, baseado na Resolução do Diretório Nacional, reunido em 17/09/09, orienta participação do conjunto do Partido nas etapas regionais da Conferência Estadual. Leia com atenção a Resolução abaixo.

 

Certos/as que a importância do tema, garantirá a mobilização de todos/as, colocamo-nos à disposição para qualquer esclarecimento, através do Secretário Estadual de Comunicação - Luiz Eustáquio, nos telefones 81 9434 0112 // 9434 0115, ou ainda nos emails: Luiz Eustáquio - leustaquioneto@uol.com.br // ptpernambuco@yahoo.com.br

 

 

Comunicação: 17/09/09 - DN aprova resolução sobre estratégia do PT na Confecom

 

O Diretório Nacional do PT aprovou ontem (17) resolução sobre a estratégia do partido na Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), que ocorre de 1 a 3 de dezembro, em Brasília.

 

RESOLUÇÃO SOBRE A ESTRATÉGIA PETISTA NA CONFECOM
1. Preâmbulo
A Conferência Nacional de Comunicação convocada pelo governo Lula é uma importante conquista dos movimentos que lutam pela democratização do setor no Brasil. O PT apóia o conjunto de reivindicações desses movimentos, conforme resolução aprovada em conferência partidária realizada em abril de 2008. Na 1ª Confecom, a intervenção petista se dará de duas maneiras: uma, ao lado das lutas especificas de cada área; outra, mais ampla, na construção de um novo modelo legal para todo o setor das comunicações – sem o que dificilmente haverá avanços nas questões pontuais. A definição de um marco regulatório democrático estará no centro de nossa estratégia, tratando a comunicação como área de interesse público, criando instrumentos de controle público e social e considerando a mudança de cenário provocada pelas tecnologias digitais. O PT também lutará para que as demais ações estatais nessa área promovam a pluralidade e a diversidade, o controle público e social dos meios e o fortalecimento da comunicação púbica, estatal, comunitária e sem finalidade lucrativa. Mais do que combater os monopólios e todos os desvios do sistema atual, é preciso intervir para que eles não se repitam ou se acentuem nesse novo cenário tecnológico – que dentro de poucos anos superará completamente o antigo modelo.


2. Marco Regulatório
O arcabouço legal brasileiro, organizado em torno de normas como o Código Brasileiro de Telecomunicações (1962), a Lei do Cabo (1995) e a Lei Geral de Telecomunicações (1997) é anacrônico, autoritário, fragmentado e privilegia os grupos comerciais, em detrimento dos interesses da população. Esses modelos permitem a uns poucos grupos empresariais – muitas vezes associados a fortes conglomerados estrangeiros – exercer o controle quase absoluto sobre a produção e veiculação de conteúdos informativos e culturais. Com as possibilidades da tecnologia digital, que leva à convergência de meios e conteúdos, há o risco de esse poder se tornar ainda mais concentrado e excludente. Daí a importância de um Marco Regulatório norteado pelo conceito de comunicação como direito do cidadão e que estabeleça: a) atribuições e limites para cada elo da indústria de comunicação (criação, produção, processamento, armazenamento, montagem, distribuição e entrega), impedindo que uma mesma empresa possa atuar nos mercados de conteúdo e infra-estrutura; b) políticas, normas e meios para assegurar pluralidade e diversidade de conteúdos; c) políticas, normas e meios para assegurar que a pluralidade e a diversidade cheguem aos terminais de acesso; d) o fomento da produção privada não comercial ou pública não-estatal; e) o fortalecimento dos meios e da produção público-estatal; f) a proteção e o estímulo à produção comercial nacional; g) a distinção entre operação de rede e a produção/programação de conteúdos, inclusive de radiodifusão; h) o conceito de rede em regime público para banda larga e telefonia celular; i) a construção e a operação de uma infra-estrutura público-estatal nacional; j) o estimulo a infraestruturas público-estatais de base e alcance municipais; l) o acesso gratuito e universal de banda larga para todos os brasileiros; m) regulação sobre conteúdo (classificação indicativa); n) garantia de produção independente e regional; o) mecanismos de controle público; p) fomento da comunicação comunitária; q) uso dos recursos do FUST e FUNTEL para políticas públicas de democratização da comunicação social; r) modelo de gestão democrática e participativa para o canal cidadania; s) democratização e transparência aos processos de concessão de canais de rádio e TV, com efetiva aplicação dos dispositivos legais já existentes e imediata regulamentação dos artigos 220 e 221 da Constituição Federal, que determinam: a proibição do monopólio e da propriedade cruzada; a promoção da cultural nacional e regional; a regionalização da programação; o estímulo à produção independente; e a preferência a conteúdos educativos, artísticos, culturais e informativos; t) estender a regulamentação de que trata os artigos 220 e 221 da Constituição para a as áreas de TV a Cabo, satélite, internet etc.


3. Controle público e social
O PT defenderá, na 1ª Confecom, a criação de instrumentos que permitam ao conjunto da sociedade brasileira maior participação na definição de políticas públicas de comunicação, com poderes permanentes de fiscalização de regulamentação.  Propostas: a) reativação do Conselho de Comunicação Social; b) criação de Conselhos Estaduais e Municipais de Comunicação Social; c) criação de instrumentos fiscalizatórios com outras instituições, por exemplo, o Ministério Público; d) criação de instâncias regulatórias que garantam a participação popular na formulação das políticas do setor e na avaliação das outorgas de comunicação, com mecanismos que impeçam a reprodução dos aspectos autoritários do sistema atual; e) criação de um modelo que garanta mecanismos efetivos de sanção aos meios de comunicação; f) atribuição de papel mais democrático e efetivo a agentes públicos como a Anatel, o Conselho de Comunicação Social e outros; g) produção de nova legislação para o Direito de Resposta, não apenas individual, mas também coletivo e difuso, de maneira que a sociedade, através de suas instâncias representativas, possa reivindicá-lo.


4. Internet 
O PT defende que a regulação da internet é necessária, mas deve respeitar o conceito original da rede, baseado na ideologia do compartilhamento e na livre produção e circulação de conteúdos. Propostas: a) manter arquitetura aberta e não proprietária, assegurando que não se possa controlar a possibilidade de compartilhar informações e de se comunicar; b) barrar o avanço AI-5 digital (PL 89/2003), já aprovado no Senado, criando frentes estaduais de resistência como a existente na Câmara dos Deputados; c) promover a regulação positiva, fora da cultura do broadcast típica do modelo atual da radiodifusão; d) fazer a defesa intransigente da neutralidade de Rede; e) garantir o anonimato nos processos de produção e de divulgação; f) defender os protocolos P2P e as redes de interação; g) defender o acesso aos meios de produção e consumo da informação, do conhecimento e da cultura, como forma de garantia do direito à comunicação; h) defender a universalização de todos os serviços de comunicação em condições isonômicas (cabo, telefone e internet); i) modificar a legislação da Anatel a respeito do acesso à Internet via rede elétrica, de maneira a garantir a universalização gratuita ou de baixo custo por esse meio.


5. Radiodifusão comunitária
Propostas:
a) ampliação da potência para universalizar o acesso; b) criação de fundo público de apoio às rádios e TVs comunitárias; c) garantir percentual da propaganda oficial;  d) liberar formação de redes entre as rádios e Tvs; e) garantir canal de cidadania na TV aberta; f) garantir variação de freqüência para as rádios; g) subsidiar processo de digitalização; h) promover a anistia, com devolução de equipamentos, para todos os radiodifusores que se enquadrem no Código de Ética da Abraço.


6. Políticas afirmativas
Propostas
a) garantir concessões para comunidades tradicionais, com recorte para a matriz africana; b) garantir paridade racial de gênero na publicidade; c) garantir percentual - nos sistemas público, privado e estatal - para programas que tratem da História da África e da população de origem africana no Brasil, considerando a Lei 10.639.; d) garantir a participação do movimento negro organizado no Conselho de Comunicação Social e demais órgãos de regulação.; e) garantir política específica de inclusão digital para as comunidades tradicionais; f) criar penalidade específica para combater o racismo nos meios de comunicação; g) propor a inclusão, no ensino público, de matérias sobre a educação para a mídia;f) debater o papel da mídia na construção social da imagem das mulheres.


7. Tarefas do PT
a)
Mobilizar sindicatos e movimentos sociais, estimulando sua participação nas comissões estaduais pró-conferência e em todos os espaços que discutem a democratização das comunicações. b) Orientar a militância petista a lutar por regras amplas e democráticas nas conferências estaduais.  c) Estimular prefeitos, governadores e parlamentares petistas para que chamem conferências. d) Estimular a realização de conferências livres em todos os níveis, aprofundando, além das ações descritas neste documento, temas relativos às questões de raça, gênero, homossexualidade e juventude, entre outros. e) Apresentar as propostas do partido aos seus representantes no governo federal envolvidos com a realização da 1ª Confecom. f) Levar à população brasileira as propostas do PT para a 1ª Confecom, estimulando o debate sobre o direito à comunicação. g) Desenvolver um projeto estratégico e de longo prazo para as comunicações no país. h) Adotar a comunicação como prioridade do PT, estimulando a participação das instâncias nos movimentos que lutam pela democratização do setor.

 

 


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Área social pode receber R$ 15 bi do pré-sal por ano

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Mariana Jungmann. 
Repórter da Agência Brasil. 

 

Brasília - A aplicação dos recursos do Fundo Social do pré-sal deve render à União pelo menos R$ 15 bilhões ao ano durante os próximos 100 anos. A estimativa é do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, que participou hoje (20) de audiência pública na Câmara dos Deputados. "É o equivalente a um PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] por ano. Não é um valor muito alto, mas dá para fazer muita coisa com isso", disse.

"Essas são estimativas conservadoras e cheias de incerteza, é só para dar uma magnitude do que existe", completou. Segundo ele, essa previsão leva em consideração o preço do óleo em dólares, a taxa de câmbio, o custo de exploração e o ritmo de produção. O resgate dos rendimentos seria utilizado para as finalidades previstas na lei que cria o fundo (educação, combate à pobreza, preservação do meio ambiente, cultura e ciência e tecnologia).

O presidente da comissão que avalia o projeto de lei de criação do Fundo Social, Rodrigo Rollemberg, admitiu que o relatório que será apresentado pelo deputado Antônio Palocci na próxima quinta-feira (22) deve incluir a saúde como uma das áreas contempladas pelos recursos do pré-sal. Já a Previdência, que também vinha sendo cotada para receber dinheiro do Fundo Social, deve ficar fora do relatório.

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Bresser defende MST

enviada pela amiga navegante Flávia Carlet.

Por LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA.


Indignação com as laranjeiras. 

Por que não nos indignamos com a captura do patrimônio público que ocorre todos os dias em nosso país?




 HÁ UMA semana, duas queridas amigas disseram-me da sua indignação contra os invasores de uma fazenda e a destruição de pés de laranja. Uma delas perguntou-me antes de qualquer outra palavra: "E as laranjeiras?" -como se na pergunta tudo estivesse dito. 
Essa reação foi provavelmente repetida por muitos brasileiros que viram na TV aquelas cenas. Não vou defender o MST pela ação, embora esteja claro para mim que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra é uma das únicas organizações a, de fato, defender os pobres no Brasil. Mas não vou também condená-lo ao fogo do inferno. Não aceito a transformação das laranjeiras em novos cordeiros imolados pela "fúria de militantes irracionais". 
Quando ouvi o relato indignado, perguntei à amiga por que o MST havia feito aquilo. Sua resposta foi o que ouvira na TV de uma das mulheres que participara da invasão: "Para plantar feijão". Não tinha outra resposta porque o noticiário televisivo omitiu as razões: primeiro, que a fazenda é fruto de grilagem contestada pelo Incra; segundo, que, conforme a frase igualmente indignada de um dos dirigentes do MST publicada nesta Folhaem 11 deste mês, "transformaram suco de laranja em seres humanos, como se nós tivéssemos destruído uma geração; o que o MST quis demonstrar foi que somos contra a monocultura". 
Talvez os dois argumentos não sejam suficientes para justificar a ação, mas não devemos esquecer que a lógica dos movimentos populares implica sempre algum desrespeito à lei. Não deixa de ser surpreendente indignação tão grande contra ofensa tão pequena se a comparamos, por exemplo, com o pagamento, pelo Estado brasileiro, de bilhões de reais em juros calculados segundo taxas injustificáveis ou com a formação de cartéis para ganhar concorrências públicas ou com remunerações a funcionários públicos que nada têm a ver com o valor de seu trabalho. 
Por que não nos indignarmos com o fenômeno mais amplo da captura ou privatização do patrimônio público que ocorre todos os dias no país? Uma resposta a essa pergunta seria a de que os espíritos conservadores estão preocupados em resguardar seu valor maior -o princípio da ordem-, que estaria sendo ameaçado pelo desrespeito à propriedade. 
Enquanto o leitor pensa nessa questão, que talvez favoreça o MST, tenho outra pergunta igualmente incômoda, mas, desta vez, incômoda para o outro lado: por que os economistas que criticam a suposta superioridade da grande exploração agrícola e defendem a agricultura familiar com os argumentos de que ela diminui a desigualdade social, aumenta o emprego e é compatível com a eficiência na produção de um número importante de alimentos não realizam estudos que demonstrem esse fato? 
A resposta a essa pergunta pode estar no Censo Agropecuário de 2006: embora ocupe apenas um quarto da área cultivada, a agricultura familiar responde por 38% do valor da produção e emprega quase três quartos da mão de obra no campo. 
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, nesta Folha listou esses fatos e afirmou que uma "longa jornada de lutas sociais" levou o Estado brasileiro a reconhecer a importância econômica e social da agricultura familiar. Pode ser, mas ainda não entendo por que bons economistas agrícolas não demonstram esse fato com mais clareza. Essa demonstração não seria tão difícil -e talvez ajudasse minhas queridas amigas a não se indignarem tanto com as laranjeiras. 

LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA , 75, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC), é autor de "Macroeconomia da Estagnação: Crítica da Ortodoxia Convencional no Brasil pós-1994". Internet: www.bresserpereira. org.br 

bresserpereira@ gmail.com

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Disco: Gal Fatal - A todo vapor (1971)




Gal Costa já era conhecida por seus sucessos tropicalistas em 1972 quando estreou seu mais marcante show: Gal Fatal - A todo vapor. Então Gal Costa era uma cantora revolucionária, de atitudes fortes e contestadoras, além de repertório de vanguarda.
O álbum duplo é resultado das gravações da histórica temporada do show no Teatro Tereza Raquel (Rio). Sem maquiagens posteriores, traz ruídos e falhas do improviso ao vivo. A certa altura o violão cai de seu banco e a cantora se desculpa com a platéia. O acidente, hoje clássico, entrou para a história.
Musicalmente Gal a todo vapor seguia a cartilha tropicalista. Misturava a tradição de Ismael Silva, Geraldo Pereira e do folclore baiano com a vanguarda de Caetano, Jorge Ben e Wally Salomão passando pela suposta alienação da Jovem Guarda de Roberto e Erasmo. As influências iam desde a voz contida da bossa de João Gilberto até as guitarras distorcidas à la Jimi Hendrix.
Nesse show Gal Costa lançou o então desconhecido Luiz Melodia com sua clássica Pérola negra além de Vapor barato, de Jards Macalé e Waly Salomão, logo elevado a hino hippie.
O show era todo comportamental, registro de um verdadeiro grito de uma época. Várias músicas faziam referência ao momento político. O disco termina com Luz do sol, de Carlos Pinto e Wali. Gal grita que quer ver de novo a luz do sol enquanto a ditadura censurava peças e músicas e mandava para o exílio seus artistas.
Gal fatal - a todo vapor foi relançado em CD diversas vezes pela Universal, inclusive algumas com a capa adulterada. Mas ainda fica faltando uma tiragem mais caprichada, com as fotos do encarte e informações históricas. A importância desse trabalho merece.

músicas: Fruta gogóia (folclore baiano) / Charles anjo 45 (Jorge Ben) / Como 2 e 2 (Caetano Veloso) / Coração vagabundo (Caetano Veloso) / Falsa baiana (Geraldo Pereira) / Antonico (Ismael Silva) / Sua estupidez (Roberto Carlos - Erasmo Carlos) / Fruta gogóia (folclore baiano) / Vapor barato (Macalé - Wali) / Dê um rolê (Morais - Galvão) / Pérola negra (Luiz Melodia) / Mal secreto (macalé - Wali) / Como 2 e 2 (Caetano Veloso) / Hotel das estrelas (Macalé - Duda) / Assum preto (Luiz Gonzaga - Humberto Teixeira) / Bota a mão nas cadeiras menina (folclore baiano) / Maria Bethânia (Caetano Veloso) / Não se esqueça de mim (Caetano Veloso) / Luz do sol (Carlos Pinto - Wali)

Para baixar o disco, clique aqui.  
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Gaspari: As teles dormiram e acordaram a BandaBrás



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Na foto, Daniel Dantas, um dos donos da Oi Telemar. 



Por Elio Gaspari. Folha de S. Paulo.

 Entrada do Estado na mercado da banda larga não seria um retrocesso e pode até vir a ser um avanço. 



AS OPERADORAS de telecomunicação deram-se conta de que, na copa do Planalto, cozinha-se a criação de uma rede estatal de acesso à internet por banda larga. Condenando a ideia, Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, sócia da Oi, disse que em 1998, quando a União vendeu o controle do Sistema Telebrás, fez opção pelo modelo privado de telecomunicações e concluiu: "O retrocesso não faz sentido".
Calma. A criação de uma BandaBrás pode ser um erro, mas essa conversa de "retrocesso" embute uma satanização do Estado que fez a desgraça da privataria tucana, para alegria de alguns gatos gordos. Onze anos de gestão privada resultaram numa fenomenal expansão da rede de telefonia e também no seguinte:
Segundo a União Internacional de Telecomunicações, o Brasil tem o serviço de celular mais caro do mundo. As operadoras respondem que isso é consequência de um carga tributária de 40% sobre o valor da ligação. Tudo bem, tirando-se 40% do indicador da UIT, o minuto brasileiro sai pelo preço do argentino com os impostos e custa oito vezes mais que o indiano.
O Brasil tem 5,3 ligações de banda larga na internet para cada cem habitantes. A Argentina e o Chile têm 8,8. As leis do mercado fizeram com que o número de paulistas ligados à rede veloz (2,4 milhões) seja maior que o de todos os clientes das regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste (2 milhões). Metade dos municípios brasileiros está fora da rede.
Os teletecas do governo planejam utilizar uma base já existente de 31 mil quilômetros de fibras ópticas para levar a banda larga a 87% da população, em 4.245 municípios. Comparando-se esse projeto com os resultados e os preços oferecidos pelas operadoras, retrocesso seria deixar as coisas como estão. A ideia de o governo concorrer com a rede privada não faz mal a ninguém.
O que prejudicou o país, e muito, foi o monopólio da rede estatal. Em 1995, a Embratel tinha uma fila de 15 mil pessoas esperando acesso a um provedor de internet. Um telefone valia US$ 10 mil na Barra da Tijuca e 2.000 votos no interior do Estado do Rio.
Se as operadoras não conseguem, ou não querem, ir além do filé mignon do negócio da internet, o melhor que pode acontecer é a entrada do Estado.

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Relator da ONU a favor do MST

Enviado pela amiga navegante Louise Caroline

O advogado belga Olivier De Schutter, relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Direito à Alimentação, defendeu ontem em Brasília a estratégia do Movimento dos Sem-Terra (MST) - de ocupar terras e exigir sua destinação para a reforma agrária. "É uma forma de chamar a atenção para o problema", disse De Schutter em entrevista coletiva, segundo a Agência Brasil.

No encontro com os jornalistas, o relator também fez referências à concentração fundiária no País, que, além de ser alta, na comparação com outros países, aumentou nos últimos anos, conforme levantamento estatístico divulgado pelo IBGE em setembro. "A concentração fundiária é um problema no Brasil", apontou De Schutter.

O relator da ONU veio ao Brasil para participar de um seminário internacional sobre direito à alimentação e coletar dados com vistas a um estudo sobre problemas relacionados à alimentação ao redor do mundo. (Informações de O Estado de S.Paulo)



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A Janela está aberta

por Milena Times


Começou ontem a segunda edição do festival Janela Internacional de Cinema do Recife, que segue até o dia 24 de outubro, com sessões no Cinema Apolo e no Cinema da Fundação (programação completa na página inicial do blog). Cento e cinquenta filmes de 8 estados brasileiros e 22 países integram a mostra que teve início com uma seleção surpresa de 6 curtas e a estreia no Recife do longa Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, de Marcelo Gomes (Cinema Aspirinas e Urubus) e Karim Aïnouz (O Céu de Suely). Seleção oficial do Festiva de Veneza e ganhador do prêmio de melhor direção no Festival do Rio, Viajo... atraiu uma multidão, que esgotou os ingressos em menos de meia hora. Quem não conseguiu entrar, pode ver o filme este domingo, as 14h20, na Fundação.


Após breve cerimônia de abertura, a noite começou com a animação Horn Dog (Cão Tarado, EUA), de Bill Plympton, seguida pelo curta do paulista Felipe Barros, 98001075056, que trabalha com a decomposição de fotografia antigas, provavelmente de família, já que o título do filme é o número de CPF do diretor. Na sequência, o clip Videotape, realizado pelos alemães Wolfgang Jaiser e Claus Winter a partir da música da banda Radiohead (assita aqui: http://www.youtube.com/watch?v=f_a3PMJ5Y0I). Imagens bonitas, embora de alguma forma tenha me remetido a propagandas de telefonia móvel. O clip integra o programa especial MuVi 2009, que exibirá 12 videoclipes feitos por realizadores alemães a partir de músicas disponíveis para aquisição ou acessíveis na internet. E por falar em clip, na terça-feira, a partir das 20h15, acontece a mostra especial Caos, Noise e Clipes - Restrospectiva dos 15 anos do Videoclipe Pernambucano, no Cinema da Fundação.


O momento mais interessante da noite, entretanto, ficou por conta do curtíssimo 100 em 1 e de Blind Bund. O primeiro, do pernambucano André Pinto, mostra um homem chegar aos 100 anos, em apenas um minuto de um plano sequência. O segundo, produção francesa dirigida por Seb Coupy, capta uma overdose fotográfica em um ponto turístico asiático, onde pouco se pode ver da paisagem, por conta de uma intensa neblina. O que estão, afinal, registrando? Encerrando os curtas, o documentário paulista Minami Em Close-up - A Boca Em Revista, de Thiago Mendonça, ressuscitou parte da trajetória da revista Close-up e do cinema da Boca do Lixo.


A pedida de hoje é o longa romeno Politist Adjectiv ("Polícia, Adjetivo"), de Corneliu Porumboiu, mesmo diretor do excelente A Leste de Bucareste. Para entrar no clima do festival, seguem abaixo links de vinhetas feitas por realizadores pernambucanos:


1ª  vinheta Kleber Mendonça Filho: http://www.youtube.com/watch?v=dH7WlViR3AA

2ª  vinheta por Gabriel Mascaro: http://www.youtube.com/watch?v=H3wH-4aKO5Q

3ª  vinheta por Marcelo Pedroso: http://www.youtube.com/watch?v=2MAKFmCXQAo

4ª  vinheta por Leonardo Lacca: http://www.youtube.com/watch?v=JEmV0vS0eSw

5ª  vinheta por Emilie Lesclaux: http://www.youtube.com/watch?v=ybrNVlZ9mQY 


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Seminario livre pela saúde acontecerá no Abrascão. Veja programação



Dos dias 30 de outubro a 02 de Novembro de 2009, ocorrerá na cidade de Recife, no campus da UFPE, o III Seminário Livre pela Saúde, que contará com a presença de estudantes, trabalhadores, militantes dos movimentos sociais e de juventude, unidos para debater a Crise do Capitalismo, seus impactos na classe trabalhadora e na Saúde, e buscar um rumo para uma Alternativa Popular ao que está posto.
      Até  lá, os coletivos dos vários Estados passarão por um intenso processo de estudo e debates locais, durante os pré-seminários, que cumprirão o papel de nos preparar para os debates durante o Seminário. Nosso objetivo final é apontar quais os rumos que devemos seguir dali em diante para a construção de um projeto verdadeiramente Popular para a Saúde do povo Brasileiro, e quem serão nossos aliados nesta caminhada.
      Mas de onde vem este Seminário?
Os Seminários Livres pela Saúde
      A História dos seminários livres se inicia em Natal, no primeiro semestre de 2008. Alguns setores ligados ao movimento estudantil da Saúde iniciam um debate em seus Congressos setoriais de que havia uma necessidade premente de se debater os rumos que havia tomado a Reforma Sanitária Brasileira, e qual sua relação atual com a luta por um novo modelo de Sociedade, uma vez que a maior parte dos Setores que compunham a luta pela democratização da Saúde no País estavam ocupando cargos de gestão e mudando cada vez mais seus discursos iniciais de rompimento, num verdadeiro processo de amoldamento à ordem. Desta feita, estes movimentos culminaram na construção do I Seminário Livre pela Saúde, ocorrido em Natal, que teve como tema: "20 anos de SUS: a luta pela Saúde no Brasil de hoje", onde foram discutidas questões como a Reforma Sanitária e sua luta pela democracia, as lutas da classe trabalhadora nos últimos 25 anos, como fazer a luta pela Saúde em tempos de neoliberalismo e vários outros aspectos.
      Este seminário rendeu vários frutos, como a articulação com setores do movimento Sindical e a necessidade de se manter um espaço de discussão como este para a construção de um projeto alternativo de luta pela saúde. Ao final do encontro, foi redigida a Carta de Natal, que contém valiosos elementos de análise da conjuntura e da história da luta pela Saúde em nosso País, analisando alguns pontos cruciais da trajetória da luta pela Saúde e apontando o esgotamento da disputa política centrada nas eleições e ocupações de cargo dentro do Estado.
      No segundo semestre, tiveram continuidade os debates no II Seminário Livre pela Saúde, ocorrido em Belo Horizonte, que contou com um leque de setores ainda maior, e teve como tema: "Saúde e Neoliberalismo". Foram dias de intenso debate e muito amadurecimento coletivo, onde conseguimos avançar no debate de quem são os reais inimigos da classe trabalhadora no campo da Saúde.
      Agora, viemos por meio deste fazer uma convocação aos movimentos, entidades e organizações para participarem do III Seminário Livre pela Saúde, que terá como tema: "A Crise do Capital e seus impactos na saúde dos trabalhadores e trabalhadoras: construindo uma alternativa popular" e terá seu debate centrado em 3 eixos: A Crise do capitalismo e seus impactos na Classe Trabalhadora, a Crise e seus impactos na Saúde e a Construção de um projeto Popular para a Saúde no Brasil.

Quer conhecer mais? Acesse agora http://www.seminari olivrepe. blogspot. com/

A programação está construída da seguinte forma

30 de Outubro:
- Acolhimento
- Mesa 1 - Os impactos da Crise na Classe Trabalhadora

  • Gabriel Vitulo - prof do Serviço Social - UFRN
  • Milton Viário - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do RS
  • Nelson Rosas - Professor do PROGEB/UFPB e economista
- Grupo de Discussão

31 de outubro
- Mesa 2 - Os impactos da Crise na Saúde dos Trabalhadores e Trabalhadoras
  • Itamar Lages - Prof de Enfermagem UPE
  • Liu Leal - CEBES
  • Maria Inês de Souza Bravo - Profa Serviço Social - UERJ
- Grupo de Discussão
- Oficinas
  • Economia Política
  • Agitação e Propaganda
  • O que é o projeto popular
  • Teatro do Oprimido
01 de Novembro
- Mesa 3 - Construindo uma Alternativa Popular
  • Ricardo Gebrim - Assembléia Popular Nacional
  • Roberta Traspadini - Consulta popular
  • Vinicius Ximenes - Coletivo Nacional do Seminário Livre
-Grupo de Discussão
- Grupo de Trabalho (elaboração do documento)

02 de Novembro
- Grupo de Trabalho e Plenária final (elaboração do documento)

Estamos em fase final de Elaboração do Caderno de textos que poderá balizar as discussões nos Estados, e assim que estiverem prontos nós mandamos para as listas.
Também estamos preparando um ambiente acolhedor, com místicas e simbolismos da luta popular! Tragam materiais que simbolizem a luta de suas organizações, como bandeiras, etc, além de elementos da cultura de sua regiao, para nosso momento cultural!!

Chamado à participação
     Nestes tempos de crise do capitalismo e ausência de uma alternativa de esquerda, urge unificarmos nossas forças para buscar respostas e construir lutas unitárias, pensando e propondo uma nova matriz para o pensamento sanitário brasileiro. 
     Fica aqui o convite aos camaradas e às camaradas, lutadores e lutadoras sociais, que estão dispostos a construir um debate rico, plural e propositivo, com vistas à construção do Poder Popular para colocar na ordem do dia a construção de um país Socialista!
INFORMAÇÕES PARA INSCRIÇÃO:
1- Preencher Ficha de Inscrição - você encontrará a ficha de inscrição em http://www.seminari olivrepe. blogspot. com/. É só baixar a ficha, preencher e enviar para seminariolivrepe@ gmail.com . É importante que TOD@S preencham esta ficha para nossa organização e mapeamento da quantidade de pessoas exata, e nao esqueçam de informar se ficarão ou não alojadas e se precisarão ou não da alimentação!
2- Pagamento da taxa - até esta semana, estavamos trabalhando com o objetivo de que o Seminário se pagasse, isto é, que os recursos que conseguissemos cobrissem todas as despesas, e que os militantes so precisassem se preocupar com seu deslocamento. Infelizmente nao conseguimos recurso suficientes, e como sempre as despesas com a alimentação foram determinantes. Desta forma, os participantes que forem ficar alojados/alimentaçã o, terão de pagar a taxa de 25R$. Esta taxa cobrirá todas as refeições dos 4 dias de evento, e foi o máximo que conseguimos baratear. Pra efetuar o pagamento, basta fazer o depósito na conta abaixo:
Banco do Brasil
CC: 3613-7
Ag: 25961-6
Variação - 01
Beneficiário - Thiago Henrique dos Santos Silva
Não esqueçam de depositar na conta poupança, variação 01!!! Assim que efetuarem o pagamento, enviem e-mail pro mesmo e-mail da inscrição, informando o pagamento. Guardem seus comprovantes e tragam para Recife, para validamento da inscrição no ato do credenciamento.


     Pátria Livre! Venceremos!

     Coletivo Nacional do Seminário Livre

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"Quero rasgar meu mapa e formar o mapa de todos os negros,mestiços e brancos e juntos tocá-los ombro a ombro" Mario Benedetti


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abraço
Kamila Martins
Saúde Nordeste
MST-AL
82-9604-9869 tim
82-8848-8007 oi

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Acabou a farra: Lula autoriza taxação de capital externo


O presidente Lula quer taxar a entrada de capital estrangeiro no Brasil para desestimular a especulação. Lula já autorizou a equipe econômica a redigir uma medida provisória para implementar a tributação. Dados do governo mostram que o ingresso de capital de curto prazo cresceu muito. O Planalto decidiu que, quanto menos tempo o capital externo ficar no Brasil, mais imposto pagará.


KENNEDY ALENCAR
Folha de S. Paulo - 17/10/2009

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer taxar a entrada de capitais estrangeiros no país. Autorizou a equipe econômica do governo federal a redigir uma medida provisória para implementar a tributação.
O objetivo é desestimular o ingresso de capital de curto prazo, chamado de especulativo. O governo tem dados mostrando que cresceu muito esse tipo de entrada de dinheiro, que valoriza o real e encarece as exportações do país. Só neste ano, o dólar se desvalorizou 26,8% ante o real.
O Planalto decidiu que, quanto menos tempo o capital externo ficar no Brasil, mais imposto pagará. Quanto mais tempo permanecer, menos imposto será cobrado. Não ocorrerá cobrança depois do cumprimento de determinado prazo de permanência.
Questionado em Cabrobó (PE) sobre eventual tributação ao capital externo, Lula disse que não gosta de dar "palpites" na área econômica nem antecipar decisões de governo.
"Essa coisa de economia a gente não pode falar. Estou viajando há três dias, vou voltar no fim de semana, e não tem nenhuma previsão de a gente fazer qualquer taxação em lugar nenhum. Não me pergunte o que eu não posso falar", afirmou o presidente.
A decisão do governo é de estender a tributação também para o mercado acionário, e não apenas sobre renda fixa, aplicação que já foi tributada no passado por meio do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
De junho a agosto, o ingresso de capital de curto prazo somou US$ 322 milhões, segundo o Banco Central. Nos três meses anteriores, ele havia sido de US$ 186 milhões.
Esse ingresso de capital externo contribui para a valorização do real em relação ao dólar, o que traz dificuldades a setores exportadores.
O governo vinha resistindo a adotar a taxação, por avaliar que era interessante, durante a fase mais aguda da crise internacional, a imagem de um país que recebe capital externo. Isso ajudava o discurso do presidente Lula de que o Brasil se recuperava mais rapidamente do que outros países.
No entanto, com a desvalorização do dólar, que chegou ao patamar de R$ 1,70, o governo resolveu agir. A fórmula encontrada evita punir o capital de longo prazo, que chega ao Brasil para bancar investimentos e gera empregos.
A medida deve ser divulgada até o início da próxima semana. A Folha apurou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, convenceu o presidente a adotá-la. O governo teme que setores exportadores prejudicados pelo dólar baixo façam demissões em massa e gerem problemas econômicos e políticos.
O governo descarta uma mudança no câmbio flutuante, por avaliar que tem poucos instrumentos. Um deles é agir pontualmente na taxação de capital externo de curto prazo, que vem ao Brasil lucrar com a alta taxa de juros na comparação com outros países. A taxa básica, a Selic, está hoje em 8,75%.
Mantega defende uma queda da taxa na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) na próxima semana. O Copom é o órgão formado pela direção do BC que se reúne a cada 45 dias para fixar a Selic. O BC, porém, avalia que a recuperação econômica do Brasil é forte e que não haveria justificativa para reduzir a Selic.

Entrada de dólares
Nos últimos quatro meses, houve um forte aumento na entrada de capital estrangeiro na Bolsa de Valores e no mercado de renda fixa, tanto de curto como de longo prazo. Com isso, esses indicadores já voltaram ao nível pré-crise e mantêm o ritmo de crescimento. No ano, já entraram US$ 13 bilhões na Bolsa e US$ 3,5 bilhões de investimentos em títulos.
Essa entrada de recursos já levou o Banco Central a revisar a estimativa para investimentos estrangeiros no mercado de ações e renda fixa neste ano.
Até junho, era esperada uma entrada de US$ 3 bilhões no país nessa área. Agora, a previsão subiu para US$ 22 bilhões, número que deve ser revisto novamente até o fim do ano. Em 2008, com a saída de recursos provocada pela crise, o saldo ficou positivo em apenas US$ 6,3 bilhões.
Na tentativa de enxugar esses dólares, as compras do BC no mercado de câmbio já estão próximas de US$ 20 bilhões. Esse dinheiro vai para as reservas internacionais, que ultrapassaram em outubro o patamar recorde de US$ 230 bilhões.
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Smartphones, Guia Prático

Há mais ou menos um mês e meio eu estava, num ato imprudente, falava ao celular no banheiro, quando o mesmo escorregou na minha mão e caiu na privada.
Praticamente perdi o aparelho, que era um Nokia daqueles mais simples. Comprei outro, foi o jeito. Eis que, há 15 dias, num ato digno de um turista paulistano (hehehe), fui para uma praia paradisíaca no litoral norte de PE e deixamos (eu e milena) a bolsa, com os celulares, na areia. O mar encheu, encharcou a bolsa, saímos correndo da água pra tentar salvar alguma coisa, mas meu segundo celular também foi pro saco. Tudo isso em um mês e meio!!! Meu amigo aristides, lendo este texto, diria apenas "giliate 'giliatou' ", se referindo ao maldito hábito meu de desleixo, abestalhamento, paspalhice com essas pequenas coisas do cotidiano.

Eu já vinha um pouco insatisfeito com a Oi de Daniel Dantas e não tendo mais celular, me vi quase que obrigado a mudar de operadora pois definitivamente não pagaria um terceiro aparelho, e indo para outra empresa poderia ganhar um.
Mudei meu plano da Oi para cartão, e fui para a Claro. Adquiri esse aparelho aí da foto, um nokia E63. O acesso à internet Wi-Fi e os aplicativos de organização do dia-a-dia (agenda, bloco de anotações, etc) no celular é algo capaz de mudar a vida de um ser desorganizado como eu. Agora, anoto tudo no telefone, abandonei minha agenda de papel, assim como o tempo no computador, pois um bocado de coisa se resolve no telefone.

Aos amigos dinossauros que resistem às inovações tecnológicas, só digo para experimentarem um bichinho desse de teclado grande, não tem essas frescuras de uma super câmera, TV digital, essas coisas, mas ajuda em muito a vida dos que estão relativamente conectados à net com blog, email, twitter, notícias, etc. além de ser muito mais fácil agendar e lembrar dos compromissos.

Carlos Morimoto, um dos principais militantes e programadores do Software Livre no Brasil, escreveu um livro chamado "Smartphone, Guia Prático" explicando o funcionamento desse aparelhos. Todo o conteúdo pode ser acessado pela internet (Clique aqui). Vale a pena conhecer.
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A Reforma de Obama na Saúde - principais pontos



O plano apresentado pelo Presidente Obama para reforma dos Sistema de Saúde no EUA tem dois objetivos principais: uma maior regulação e controle sobre os Planos de Saúde privados e a garantia de atendimento para a parcela da população que não pode contratar um seguro saúde (que hoje correspondem a cerca de 50 milhões de americanos). São descritos inúmeros excessos cometidos pelos Planos de Saúde, principalmente no que se refere à não aprovação de tratamentos e exames, com justificativas com pouco ou nenhum embasamento científico
No seu último discurso, por exemplo, Obama citou uma mulher que realizaria uma mastectomia (retirada da mama) e foi o procedimento foi recusado pelo Plano de Saúde pois acusaram a paciente de não ter declarado que teve Acne na adolescência. Isso mesmo: acne, espinha. É o que eles chamam de “condição de saúde pré existente”. Os Planos dizem que é obrigatório que a pessoa declare as doenças e sintomas que já teve na vida pregressa, e caso alguma coisa não seja declarada, eles tem o direito, hoje, de cancelar o seguro saúde daquela pessoa. Existem equipes especializadas para vasculharem a vida das pessoas em busca de condições pré-existentes.
Já tentou-se implantar um sistema universal público de saúde no EUA, mas esbarrou-se no forte lobby dos Planos de Saúde no Congresso Americano. Foi o caso da tentativa ex-presidente Bill Clinton, na década de 1990.


Resumidamente, a Reforma proposta por Obama possui os seguintes pontos:


1) Proibir por lei as companhias de seguros (plano de saúde) a negar cobertura ou atendimento

por causa de uma condição de saúde pré-existente;


2) Proibir por lei limitações sobre a quantidade de cobertura que o paciente pode receber em um determinado ano, ou em uma vida.


3) Colocar um limite de quanto pode ser gasto por cada pessoa “por fora” da cobertura do plano, pois é bastante comum que, mesmo o cidadão tendo um plano, que ele seja obrigado a dividir os custos do tratamento com a empresa;


4) Obrigar os Planos de Saúde a cobrir, sem nenhum custo adicional, exames de rotina e cuidados preventivos, como mamografia;


5) Para aqueles indivíduos e pequenas empresas que ainda não pode pagar o menor preço de seguro disponíveis no mercado, será fornecido créditos fiscais, e as companhias de seguros que queiram ter acesso a este novo mercado terá que respeitar as proteções dos consumidores;


6) Criação de um “plano de saúde público” - a ser implantado em regiões especifícas do país onde existe monopólios de poucas empresas - Este hoje é ponto que mais enfrenta resistência no Congresso Nacional Americano.


Como se vê, a Reforma tenta impor algum controle e humanização a um sistema que funciona cada vez na lógica de quanto menos cuidado dado ao paciente, maior o lucro da empresa. Todavia, enfrentar e vencer os interesses de um setor econômico que representa 1/6 do PIB americano é um desafio que ainda não se sabe até onde Obama está disposto a ir.

Giliate Coelho Neto - Médico de Saúde da Família e Comunidade. http://www.camavoadora.blogspot.com/

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E o IMIP funciona?

Reproduzo uma resposta que eu recebi de um médico amigo meu fazendo um questionamento bastante pertinente sobre o suposto bom funcionamento do IMIP, ao qual abordei ontem em artigo. O autor pediu para eu preservar sua identidade.


***
E o IMIP funciona?
Entre os argumentos, queria destacar o seguinte:

1º - esquecesse um bastante razoável: o custo da máquina IMIPIANA é bastante reduzido pela quantidade insuperável de funcionários à disposição, pagos por seus vínculos originais, como Estado, UPE e Prefeitura do Recife.

2º - não concordo com essa lógica fragmentada de rede. Não é verdade que no IMIP ao se indicar um exame, de pronto se faz, nem há garantia de internamento sequer para a gestante que lá fez o pré-natal e nem há vagas em UTI. A rede está toda congestionada, e o IMIP é regulado pela mesma central de leitos. Veja a Pediatria em corredores e leityos extra que não é verdade essa "ilha" no SUS. O bloco mesmo te m problemas estruturais enormes, físicos, que precisam de investimento.


Reproduzo uma resposta que eu recebi de um médico amigo meu fazendo um questionamento bastante pertinente sobre o suposto bom funcionamento do IMIP, ao qual abordei ontem em artigo. O autor pediu para eu preservar sua identidade.


***
E o IMIP funciona?
Entre os argumentos, queria destacar o seguinte:

1º - esquecesse um bastante razoável: o custo da máquina IMIPIANA é bastante reduzido pela quantidade insuperável de funcionários à disposição, pagos por seus vínculos originais, como Estado, UPE e Prefeitura do Recife.

2º - não concordo com essa lógica fragmentada de rede. Não é verdade que no IMIP ao se indicar um exame, de pronto se faz, nem há garantia de internamento sequer para a gestante que lá fez o pré-natal e nem há vagas em UTI. A rede está toda congestionada, e o IMIP é regulado pela mesma central de leitos. Veja a Pediatria em corredores e leityos extra que não é verdade essa "ilha" no SUS. O bloco mesmo te m problemas estruturais enormes, físicos, que precisam de investimento.

3º - O IMIP restringe atendimentos, inclusive na emergência de adultos, geralmente desfalcada de cirurgiões ou de ortopedistas, obrigando todo dia a transferência de pacientes. Cuidado prá não ficar com argumento rasteiro: o IMIP não é só emergência pediátrica, mas tem UTI materna e emergência geral no Oscar Coutinho

4º - O IMIP é faculdade, e isso implica em uma série de recursos que podem facilitar a gestão, como é de se esperar nas unidades escola, como HC, HBL, HR, HUOC, PROCAPE e HAM

5º - Concordo que em uma unidade escola há um clima favorável às pós-graduações, mas o custo do doutorado fora do Brasil não é pago pelo IMIP, mas pela iniciativa do próprio professor, ou pelo seu vínculo público. Conheço muita gente do Núcleo de Pesquisas do IMIP que bancou sua própria pós.

6º - A questão do aborto deveria desqualificar o IMIP como referência para a prática do aborto legal, uma vez que até recebe alguns incentivos para realizar esta atividade, já que é cadastrado como referência na rede SUS. Se o Conselho Gestor da unidade manda além do pactuado com a gestão do SUS, deveria perder recursos, não?
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IMIP funciona, mas não é porque contrata por CLT

*
O Governo estudual vem dando o exemplo do IMIP para fazer propaganda do seu modelo de Organização Social para gestão dos novos hospitais. Nas entrelinhas, diz que o problema do serviço público está na forma de contratação do profissionas.
*

Sim, o IMIP é um ótimo exemplo de um lugar onde o SUS funciona.
*

Uma coisa é trabalhar no IMIP com todo o sistema de resultados de exames informatizado, e outra coisa é trabalhar na pediatria do Barão de Lucena, onde falta reagente pra fazer hemograma.
*


Um gerente médico no IMIP ganha pra lá de 10 mil reais. No hospitais do estado, se chegar a 2 mil é muito.
*

No IMIP existe intenso incentivo à pesquisa, profissionais de lá incentivados são PAGOS para fazerem mestrado e doutorado fora do Brasil.
*

No Estado, se você pedir para afastamento para estudar, muito provavelmente vão achar que você está fazendo corpo mole.
*

Precisa fazer um exame; se faz. Precisa internar, interna. Precisa de UTI, se tem.
*

Existe, sobretudo, um certo orgulho em se trabalhar por lá por parte dos profissionais, dos residentes. A disciplina é uma face desse cuidado que os profissionais tem com o seu lugar de trabalho.
*

E ainda tem algo importante: uma coisa é gerenciar uma urgência pediátrica, outra coisa é ser porta de entrada para trauma, como o HR ou HGV.
*

E ainda tem outra coisa mais importante, que nunca nos esqueçamos: Dono de serviço de saúde privado, como o IMIP, pode ser dar ao luxo de proibir aos profissionais a realização de realização de aborto legal (como no caso da garota de nove anos estuprada pelo padrastro), por pura politicagem e pressão do ex-acerbispo de Recife e Olinda.
*

Não vou dizer que não pode haver influência na forma de contratação (CLT ou estatutária), mas o governo vai quebrar cara, pois acha que basta fragilizar o vínculo trabalhista para colocar o profissional “na linha”;
*

Basta ver o exemplo de outros hospitais filantrópicos na cidade, para ver que não é bem assim.
*

Talvez seja por esse tipo de pensamento que os negócios do empresário João Lyra faliram.

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Grandes livros para download (todos os links funcionando)

PESSOAL, CASO ALGUM LINK ESTEJA QUEBRADO, POR FAVOR DEIXE UM COMENTÁRIO. Valeu!


A Era das Revoluções
Eric Hobsbawn

Nesta obra, o autor discorre acerca de duas revoluções - a Francesa e a Industrial (inglesa). Aborda também as transformações ocorridas em grande parte do mundo, a partir de uma 'base européia' ou 'franco-britânica'. Sua narrativa trata, na primeira parte, dos principais desenvolvimentos históricos do período em questão. Na segunda, esboça o tipo de sociedade produzida pelas 'revoluções'. Aponta, ainda, o surgimento de termos utilizados como industrial, classe média, nacionalismo, cientista, utilitário etc. Das imagens pode-se apreender a cultura cotidiana do período - transporte, vestimenta, armas, alimentação, trabalho, arquitetura, personagens famosos da época, entre outros.
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A Era do Capital
Eric Hobsbawn

O livro discorre sobre o pe
ríodo entre a "Primavera dos Povos", em 1848, à "Grande Depressão", que teve início nos anos de 1870. É a história do triunfo global do capitalismo e de uma sociedade que acreditava encontrar o sucesso na livre iniciativa privada e na criação de um mundo de distribuição plena do material, da moral e do conhecimento. Surgia assim a sociedade de massas, impulsionada pela noção de "progresso". Como resultado, obteve-se de um lado o avanço maciço da economia do capitalismo industrial, da razão, da ciência e do progresso; de outro, operações militares cuja superioridade organizacional e tecnológica não tinham precedentes na História. As contradições que marcaram o período deram origem à modernidade do século XX. Este livro possibilita uma análise comparativa entre o liberalismo do passado e o neoliberalismo do presente. As imagens que o ilustram permitem ainda compreender os momentos históricos com base em outras fontes documentais.


A Era dos Extremos
Eric Hobsbawn

"Era dos Extremos" (Companhia das Letras) é o clássico ensaio histórico do intelectual inglês Eric Hobsbawm sobre o século 20. Hobsbawm examina os acontecimentos, ações e decisões que moldaram o século, assim como seu legado de questões e impasses. Sua tese é de que o século teve início com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914, e terminou com a derrocada da União Soviética, em 1991. Para ele, são três grandes eras: a da "catástrofe (de 1914 a 1948), marcada pelas duas grandes guerras, pelo surgimento dos fascismos e da URSS como alternativa ao capitalismo; a "era dourada" (de 1949 a 1973), com uma paz congelada na qual floresceu o capitalismo e se deu uma extraordinária expansão econômica e profundas transformações sociais; e, por fim, a fase do "desmoronamento" (1970-1991), na qual caíram por terra os sistemas institucionais que limitam o barbarismo humano, dando lugar à brutalização da política e à irresponsabilidade teórica da ortodoxia econômica, abrindo as portas para um mundo incerto.


A Casa dos Budas Ditosos: Luxúria
João Ubaldo Ribeiro

Depois da gula (Luis Fernando Verissimo), da ira (por José Roberto Torero) e da inveja (por Zuenir Ventura), chega agora a vez de João Ubaldo escrever sobre a luxúria na coleção Plenos Pecados. O livro traz a história de CLB, uma mulher de 68 anos, nascida na Bahia e residente no Rio de Janeiro, que jamais se furtou a viver - com todo o prazer e sem respingos de culpa - as infinitas possibilidades do sexo. Seriam as memórias desta senhora devassa e libertina um relato verídico? Ou tudo não passa de uma brincadeira do autor? Nunca saberemos. Importa é que ninguém conseguirá ficar indiferente à franqueza rara deste relato e a seu humor corrosivo.


Ensaio Sobre a Cegueira
José Saramago

Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma "treva branca" que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas.
O "Ensaio Sobre a Cegueira" é a fantasia de um autor que nos faz lembrar "a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam". José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti. Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: ´uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos´.


O Mundo de Sofia
Jostein Gaarder

Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo em que vivemos. Os postais foram mandados do Líbano, por um major desconhecido, para uma tal de Hilde Knag, jovem que Sofia igualmente desconhece.
O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste fascinante romance, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países em que foi lançado. De capítulo em capítulo, de "lição" em "lição", o leitor é convidado a trilhar toda a história da filosofia ocidental - dos pré-socráticos aos pós-modernos -, ao mesmo tempo em que se vê envolvido por um intrigante thriller que toma um rumo muito surpreendente.


O Capital
Karl Marx

Sinopse: O Capital trata-se, certamente, da obra mais importante do grande pensador, a cuja redação ele dedicou a maior parte de sua vida. É neste livro que, com plena maturidade intelectual, Marx aprofunda e sistematiza a brilhante análise crítica, já presente no Manifesto, das formas de sociabilidade que caracterizam o mundo moderno. O Capital não é simplesmente um livro de economia. Graças ao emprego do método dialético, que privilegia o ponto de vista da totalidade, a obra tem como objeto a reconstrução das principais determinações da vida social global dos homens. Quando, numa carta a Engels, Marx chamou o seu livro de "um todo artístico", não fazia com isso uma simples metáfora: buscava indicar o princípio metodológico que orienta seu trabalho e que lhe possibilita atingir aquela profunda unidade sistemática de conceitos que reproduz, no plano do pensamento, a unidade do próprio ser social na riqueza explicitada e concreta de todas as suas determinações. Por isso, os conceitos que Marx elabora em O Capital - mercadoria, capital, mais-valia, lucro e juro, renda fundiária, reprodução simples e ampliada, etc. - não são simples enunciados de "fatos" econômicos: são categorias que expressam relações sociais histórico-concretas, o modo pelo qual - numa determinada etapa de sua evolução - os homens dominam a natureza e criam novas e cada vez mais complexas formas de sociabilidade. A "crítica" anunciada por Marx tem por objetivo dissolver dialeticamente a pretensa autonomia dos "fatos" econômicos na totalidade social onde ganham seu verdadeiro sentido. Para ele, o capital não é uma "coisa", um "fetiche", um "fato natural", mas é uma relação histórico-social entre os homens. Para demonstrar isso, Marx examina a dinâmica do capital, sua gênese histórica e suas contradições imanentes, o que lhe permite enunciar a possibilidade concreta de que o modo de produção capitalista venha a ser superado por novas e mais ricas formas de sociabilidade, ís quais deu o nome de "socialismo" ou "comunismo". O Capital continua a fornecer o mais eficiente instrumento para dissipar o véu fetichista com que os atuais teóricos do neoliberalismo e da "pós-modernidade" pretendem encobrir as novas e dramáticas contradições do capitalismo "globalizado".
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A Morte de Ivan Ilitch: Senhores e Servos
Leon Tostoi

Em agosto de 1883, duas semanas antes de falecer, o escritor russo Ivan Turguêniev escreveu a Tolstói - "Faz muito tempo que não lhe escrevo porque tenho estado e estou, literalmente, em meu leito de morte. Na realidade, escrevo apenas para lhe dizer que me sinto muito feliz por ter sido seu contemporâneo, e também para expressar-lhe minha última e mais sincera súplica. Meu amigo, volte para a literatura!". O pedido de Turguêniev alude ao fato de que Tolstói havia então abandonado a arte e renegado toda sua obra pregressa para se dedicar à vida espiritual. Embora não se possa dizer com certeza em que medida as palavras de Turguêniev repercutiram em Tolstói, é certo que "A morte de Ivan Ilitch", publicada em 1886, foi a primeira obra literária que ele escreveu após seu retorno às letras - e que se trata de um dos textos mais impressionantes de todos os tempos. Considerada por Nabokov uma das obras máximas da literatura russa - e por muitos uma das mais perfeitas novelas já escritas -, "A morte de Ivan Ilitch" ganha nova edição em língua portuguesa, com tradução e posfácio de Boris Schnaiderman, e, em apêndice, texto de Paulo Rónai sobre o autor e sua obra.


Convite à Filosofia
Marilena Chauí

Sinopse: “Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão ís idéias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política for útil; se dar a cada um de nós e a nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.” (Marilena Chaui)
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Uma Nação de Idiotas (Stupid White Men)
Michael Moore

O crítico mais impiedoso da América de George W. Bush e vencedor do Oscar 2003 de melhor documentário - com discurso de protesto - Michael Moore faz uma sátira-provocação sem precedentes sobre os Estados Unidos. A obra trata das contravenções de colarinho branco, em particular a fraude que levou Bush - perdedor das últimas eleições à presidência. Campeão de vendas nos EUA, Moore usa o riso como arma e mostra porque vivemos tempos de ficção.
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Dicionário de Política
Norberto Bobbio

Este Dicionário de Política é destinado ao leitor não-especialista, ao homem culto, aos estudantes de segundo grau e nível superior, e a todos os que lêem revistas e jornais políticos, aos que ouvem conferências e discursos, aos que participam de comícios ou que assistem a debates na televisão, dirigidos por especialistas ou por políticos profissionais. Oferece uma explicação e uma interpretação simples e possivelmente exaustiva dos principais conceitos que fazem parte do universo do discurso político, expondo sua evolução histórica, analisando sua utilização atual e fazendo referência aos conceitos afins ou contrastivamente antitéticos, indicando autores e obras a eles diretamente ligados. São mais de 1.300 páginas, agrupadas em dois volumes para facilitar sua consulta, através de verbetes, ordenados alfabeticamente e esquematizados de modo a informar, conceituar e debater os principais aspectos de cada problema versado. Seus autores são cientistas políticos de conceito acadêmico reconhecido mundialmente e que contaram com a colaboração de uma equipe de especialistas em questões políticas, sociológicas, históricas, jurídicas e econômicas, oriundos das universidades de Turim, Florença, Bolonha, Pádua, Pavia e Roma. Há também colaboradores de Bonn, Massachusetts-Amherst e Ohio. OBS.: O último verbete acaba na letra V. O livro está completo.
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Distraídos Venceremos
Paulo Leminski

Distraído é quem não ler. Talvez seja a melhor coletânea de poesias do genial poeta curitibano já publicada (1983). Seus hai-kais (numa nítida influência de Dalton Trevisan) são simples, diretos e comoventes, o que contrasta com outras poesias incluídas neste livro, mais depressivas e melancólicas. Uma dessas foi proibida de sair num jornalzinho do grêmio estudantil do CEFET - PR, lá pelos idos de 1994, não é sem motivo, o título já é devastador: m**** e ouro. Típico de Leminski, direto, ácido, comovente e polêmico; detalhe: Leminski morreu em julho de 89, um mês antes de seu ídolo Raulzito Seixas. Isto é que é perder dois gênios numa paulada só!
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Utopia e Paixão: A Política do Cotidiano
Roberto Freire e Fausto Brito

Utopia e Paixão: A Política do Cotidiano, com várias edições esgotadas, é de autoria do psico-terapeuta Roberto Freire e de Fausto Brito. O conteúdo retrata a questão da liberdade como um dos elementos essenciais na escala de valores humanos. Os autores questionam o autoritarismo que permeia o conjunto das relações sociais. A família, as relações afetivas, a escola, os meios de comunicação de massa, o Estado, os partidos políticos que acabam presos às articulações políticas do Estado, o centralismo democrático e a despolitização das relações sociais são identificados como alicerces do autoritarismo. Os autores identificam posições idênticas da esquerda e da direita: ambas acabam acreditando na ordem imposta pelo Estado. Os autores contestam as esquerdas, referindo-se ao fato de optarem pela via autoritária para a libertação coletiva. Propõem a política revolucionária do cotidiano baseada na busca da liberdade associada ao prazer. Segundo o mesmo livro, fazer política revolucionária é algo que se dá em todas as áreas da vida: no acasalamento, no trabalho, na família etc. A obra revela que fazer política libertária significa basicamente destruir o conteúdo autoritário incorporado em todas as relações sociais.
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Obras Psicológicas Completas
Sigmund Freud

Sinopse: 01 - Publicações Pré-Psicanalíticas e Esboços Inéditos 02 - Estudos Sobre a Histeria03 - Primeiras Publicações Psicanalíticas04 - A Interpretação Dos Sonhos05 - A Interpretação dos Sonhos - Seg, Parte06 - Sobre a Psicopatologia da Vida Cotidiana07 - Um Caso de Histeria. Três Ensaios Sobre a Teoria da sexo, sexualidade e Outros Trabalhos08 - Os Chistes e Sua Relação Com o Inconsciente09 - “Gradiva” de Jensen e Outros Trabalhos10 - O Pequeno Hans e o Homem dos Ratos11 - Cinco Lições de Psicanálise, Leonardo da Vinci e Outros Trabalhos12 - O caso Schereber, Artigos Sobre Técnica e Outros Trabalhos13 - Totem e Tabu e Outros Trabalhos14 - A História do Movimento Psicanalítico, Artigos Sobre Metapsicologia e Outros Trabalhos15 - Conferências Introdutórias Sobre Psicanálise P1 e p216 - Conferências Introdutórias Sobre Psicanálise p.317 - História de Uma Neurose Infantil e Outros Trabalhos18 - Além do Princípio do Prazer, Psicologia de Grupo e Outros Trabalhos19 - O Ego e o ID e Outros Trabalhos20 - Um Estudo Autobiográfico, Inibições, Sintomas e Ansiedade, A Questão da Análise Leiga21 - O Futuro de Uma Ilusão, O Mal-Estar na Civilização e Outros Trabalhos22 - Novas Conferências Introdutórias Sobre Psicanálise e Outros Trabalhos23 - Moisés e o Monoteísmo, Esboço de Psicanálise
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Auto da Compadecida
Ariano Suassuna

Ariano Suassuna nos traz a simplicidade popular, sua religiosidade e seu cotidiano de forma poética e irônica, nesta peça que já virou seriado televisivo e longa metragem.
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O Homem e Seus Símbolos
Carl Gustav Jung

Inspirado por um sonho do autor e concluído apenas dez dias antes de sua morte, este livro constitui uma tentativa de expor os princípios fundamentais da análise junguiana para o leitor, sem qualquer obrigatoriedade de conhecimento especializado de psicologia.Em O homem e seus símbolos Jung acentua que o homem só se realiza através do conhecimento e aceitação do seu inconsciente conhecimento que ele adquire por intermédio dos sonhos e seus símbolos. Cada sonho é uma mensagem direta, pessoal e significativa enviada ao sonhador Uma comunicação que utiliza símbolos comuns a toda a humanidade, mas sempre de maneira individual. E que só alcança interpretação através de um "código" inteiramente particular.Enriquecido por mais de 500 ilustrações, este livro, que compreende seis capítulos escritos pelo próprio Jung e cinco de seus principais discípulos, é de importância capital para a compreensão de uma das obras mais fundamentais dos tempos modernos, pois, como afirmou seu autor: "... [O homem contemporâneo] não consegue perceber que, apesar de toda a sua racionalização e toda a sua eficiência, continua possuído por 'força' além do seu controle. Seus deuses e demônios absolutamente não desapareceram; têm apenas novos nomes. E conservam-no em contato íntimo com a inquietude, apreensões vagas, complicações psicológicas, uma insaciável necessidade de pílulas, álcool, fumo, alimento e, acima de tudo, com uma enorme coleção de neuroses."
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Formação Econômica do Brasil
Celso Monteiro Furtado

Este livro é um estudo original sobre o processo histórico de constituição da economia brasileira. Escrito na virada da década de cinqüenta, no calor da lutas sociais que culminariam com a campanha pelas reformas de base, ´Formação Econômica do Brasil´ indicava as raízes históricas de nosso subdesenvolvimento e punha a nu os obstáculos que bloqueavam a formação da economia nacional. As teses apresentadas tornaram-se referências obrigatórias nos debates sobre a história econômica.
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Budapeste
Chico Buarque de Holanda

Terceiro lugar da categoria Romance do Prêmio Jabuti 2004, Budapeste é caracterizado pela história de um ghost-writer. Alguém que escreve o que outras pessoas assinam, artigos para jornal, discursos de autoridades, autobiografias e, no ápice, poemas. Um autor anônimo, um brilhante autor anônimo. Chico Buarque já disse que sua ficção é conseqüência de sua música: "O ritmo, a cadência saem dela, embora não a temática. Mas há um Chico compositor, um Chico escritor. São o mesmo, são dois. E José Costa, do Rio, é o mesmo Zsoze Kósta, de Budapeste, dois homens que são um só e cuja realização artística se dá sob os nomes de quem assina seus textos. Enfim, um romance do "duplo" e de muita erudição -tão popular na literatura européia do século XIX e XX.
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A Filosofia Crítica de Kant
Gilles Deleuze

Gilles Deleuze situa-nos aqui no coração da «revolução copernicana» de Kant: a faculdade de conhecer como legisladora, a submissão necessária do objecto ao sujeito, o homem verdadeiro legislador da Natureza. Neste contexto, é importante o problema da relação entre as três faculdades ativas (imaginação, entendimento, razão), que é analisado nas três grandes Críticas.
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Emprego Temporário (2007)



I FESTIVAL DE CURTAS DO BLOG CAMA VOADORA

Ficção | De Leonardo Esteves | 2007 | 4 min

Com Haroldo Paulino, Sandro Mesquita, Carla de Oliveira, Pedro Osório, Olga Leal

E o que é afinal um filme brasileiro? Invenção, risco e marginalidade? Comédia, Paródia e Novela? Eis um curta que responde a essa questão. Prêmio Porta Curtas no Festival de São Paulo 2008.

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O Som da Luz do Trovão (2005)

Nada se está onde se avista...

I FESTIVAL DE CURTAS DO BLOG CAMA VOADORA

Documentário | De Tiago Scorza, Petrônio Lorena | 2005 | 20 min

Com Evangelista Ignácio de Oliveira

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Lucas Mendes: Saúde suína nos EUA

Michael Moore lançou "Sicko", fantástico documentário que compara os sistemas de saúde dos EUA com os da França, Canadá, Inglaterra e Cuba
da BBC Brasil

A minoria americana bem informada, inclusive conservadora, sabe que a saúde do Estados Unidos é pior do que a de qualquer país rico. Na escala da ONU, a qualidade da assistência médica dos EUA aparece em 37º lugar, embora o país gaste o dobro e até três vezes mais por cabeça do que qualquer país europeu e o Japão.
Os gringos têm mais doenças e vivem menos do que os outros ricos. Não há como fabricar este número.

E a saúde aqui não mata só a população. O governo freou a indústria americana quando já estava com um pé na cova, mas todas empresas e quem faz seguro individual pagam preços absurdos por qualidade duvidosa.

Quase metade das falências do ano passado foi atribuída a custos com saúde. E pior. Se você é rico ou político influente, o serviço é da melhor qualidade. Um dos meus filhos sentiu uma dor muito forte do lado direito da cintura e às 23h fomos para a emergência do hospital. Depois de 2 ou 3 horas para ser admitido, os médicos começaram uma série interminável de exames. Menos de 12 horas depois, frustrado com os exames sem definição e pelo cenário, fugiu do hospital. Mas não da conta: US$ 21 mil.

O seguro pagou até o último centavo, mas ate hoje não sabemos o que ele teve, e a dor volta e meia reaparece. O golpe do hospital é pegar quem tem um bom seguro e lavar a égua para compensar os que chegam sem seguro.

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